• Adilson Rodrigues

O menino que desafiou o destino


O menino que desafiou o destino


Fiz as contas desde menino, de que tudo não conseguiria aprender.


A fome esperava na esquina, e os irmãos precisavam comer!

Foi aí que tive que escolher o que realmente aprender.


Da tabuada aprendi as fáceis, o resto só conferindo pra saber.


Do português os verbos e a pontuação resumi.


História e geografia, via ao vivo, percorrendo trechos aprendi.

Literatura aprendi nos livros, que sempre li!


Química e física aprendi na prática, tomando chuva e atravessando rio a nado, pra cortar lenha e dinheiro conseguir.


Fazer comércio foi com os árabes, Kalim e Antônio Saeghe, com eles aprendi.


Filosofia, foi convivendo com os sábios, foi assim que aprendi.


Com o dinheiro tive respeito de nunca o esbanjar, aí virou amigo e foi chegando pra ficar.


Hoje vejo que fiz o certo, caso contrário não estaria aqui.

Dos sete irmãos, todos viraram gente, pra mamãe poder sorrir.


Agora no fim da tarde posso aprender o restante do que não aprendi.


E o que falta, parte se faz pouco necessária, pois sem ela vim até aqui.


“Falendo”, falar fazendo foi o que fiz. E o neologismo aí está, e assim pude contribuir.


O melhor teria sido, caminho normal ter seguido.

O mais importante foi nunca ter desistido, embora por linhas tortas o caminho foi percorrido.


Vim, vi e estou aqui.


Por Adilson Rodrigues

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